sábado, 26 de setembro de 2009

Experienzas com Alexandre Lima e Cia

          Podemos traduzir Alexandre Lima como o tipo de artista que ultrapassa as linhas inerentes traçadas pela sociedade, conectado intimamente a todo tipo de experiência nova e imprevisivel.
          Não importando com as sombras da escuridão, o cantor gosta de tudo aquilo que de certa maneira, para nós e relativamente novo, fazendo uma música que tem suas amarras, como raios luminosos presos ao absoluto, na cultura capixaba, de uma forma extremamente íntima e observadora.
          Depois então, de viajar o mundo nos onze anos anteriores a este, com seu projeto paralelo, a banda Manimal, o cantor nos apresenta seu mais novo projeto com 14 faixas interativas, a Rádio Experienza, contando nessa jornada com a ajuda dos tambem multi-musicos André Smurf, Wagner Cidreira e Queiroz que aqui são apresentados respectivamentes na guitarra, baixo e bateria/percussão.
          Participações como: Zé Geraldo, Dado Villa-Lobos e Claudio Zoli puseram suas impressões digitais neste cd, que une o reggae, musica eletrônica, MPB e um toque de psicodelia, que se sufocam em uma explosão de idéias imprevisíveis dentro de cérebros criativos e expressionistas.
          Contando com toda a originalidade, o album se completa em uma poesia calma e ao mesmo tempo agitada, e consequentemente irreverente, nos mostrando toda uma personalidade insólita do cantor e sua banda.
Alexandre consegue estabelecer conexões com o mundo a sua volta e apresenta seus sentimentos sobre a modernidade.
         Voltado agora para o futuro e como os novos meios de comunicação são apresentados em nossas vidas,  Lima nos descreve que dos dias decorridos, quer apenas a lembrança, a memória, porque como ele mesmo fala: "Acima dos computadores estão os seres humanos que tem o poder da emoção".




Fotos e texto: André Nascimento

sábado, 19 de setembro de 2009

Silêncio, café, livro!



   
          Sente-se aí e veja o prato do dia. On The Road (obra prima do escritor)... aquele... o manuscrito original... sim, este!
          Escrito por Jack Kerouac, o livro narra em primeira pessoa uma parte da vida deste aventureiro escritor que viaja pelos Estados Unidos pegando caronas e curtindo uma parte de sua vida por aí a fora...( que vontade! )
          Kerouac a principio vai sózinho, porem no caminho encontra um amigo para se juntar a ele. A publicação é tão interessante que foi capaz de mudar a cabeça de várias pessoas da época e continua fazendo isto ainda hoje.
         O livro influenciou a música da época, desde o rock, o pop e o punk, até os movimentos de contra-cultura como os hippies.
          O autor, na década de 50, rotulou uma geração americana que era movida a festas, movimentos undergrounds, e que no geral faziam parte do submundo não convencional americano chamado de "Beat Generation". No geral, faziam parte desta era os classificados como "hipsters, loucos, iluminados e vagabundos".
          O diretor brasileiro Walter Salles, de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, está envolvido na produção da versão para o cinema de On the Road.
          Então, escrevi com um intuito de motivar para que leiam On the Road e saibam desde já, Jack foi quem iniciou este movimento literário anti-materialista e influenciou toda uma geração com suas idéias.

Le Chat Noir e outras coisinhas mais...




           Beat generation foi o que eu estava lendo por esses dias... a história... os que fizeram a história... e todas as outras coisas que ficaram escritas para a minha geração e para as próximas tambem.
          Sim, Jack Kerouac é o precursor e criador deste movimento que eu particularmente adoro.
          Mas o que então faz, a foto deste famoso cabaré frânces criado no final do século XIX que apresentava dançarinas de can can no meio da cultura americana?
          Bom, simples, posso explicar da seguinte forma, eu sempre tive vontade de viajar em estilo mochileiro por alguma parte do mundo, uma de cada vez, passar meses com pouco dinheiro no bolso, cortar a grama da senhor Wilson, conheçer a história de cada país, os vanguardistas europeus que fizeram a história, encontrar aqueles velhinhos sobreviventes de guerras e de holocaustos, sentar com eles em uma cafeteria em uma dessas esquinas de Paris (aqui eu o chamo de Le Chat Noir) e etc... Lendo On the Road eu me senti melhor comigo mesmo e com mais vontade de fazer isto o quão rápido possivel que eu tivesse dinheiro... e na minha cabeça só vinha uma imagem... e adivinha? Aham, Le Chat Noir, Mouling Rouge, Cafés, Bistrôs, Galerias de Artes, Exposições Fotograficas, Vernissages, Saraus, Monumentos e...e..e..Paris! França!... ha ha ha... que clichê isto... acho que sou uma farsa... mas idai? a cabeça não é minha? as loucuras não são minhas? então? Paris sim!
          Afinal... o que posso fazer para viajar sózinho (sim, na introspectiva), ir a um pub ouvir Camille Dalmais e fotografar velhinhos e paisagens unicas do meu ponto de vista? Trabalhar né...

sábado, 12 de setembro de 2009

The day after september 9/11

   
    Então,... a oito anos atrás este foi o dia no qual os jornais mais famosos do mundo, e os menos famosos, voltaram suas páginas principais para os atentados as Torres Gêmeas...
    A partir desta data começa-se então o inicio da queda do tão incontestavel imperialismo americano e de sua moeda.
    Óbvio que a tragédia iria ser vista alguns anos após nos fotogramas, pelos olhos de alguns diretores, nos cinemas do mundo todo.
    2004 foi então, a vez de Michael Moore como diretor de documentários apresentar seu longa sobre as torres. Em sua apresentação nos cinemas o filme foi um sucesso de bilheteria arrecadando nos EUA uma quantia de US$ 119,194,771 e no restante do mundo US$ 103,252,111... Não parando por aí, o filme acabou levando até a palma de ouro no festival de Cannes, porem aos olhos de céticos o filme não passou de uma mera propaganda que sequer explora o real ponto de vista que deveria ser apresentado.
    Vocês acharam que depois que ser bombardeado, o país do tio Sam não ia fazer uma propaganda para tentar melhorar sua imagem na mídia? Concerteza pensaram errado. Mas como pontos de vista são distintos, peço que assistam para poderem tirar suas conclusões sobre o assunto...Depois que fizerem me falem seus veredictos.
   

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"It's only Rock and Roll but we like it"

     Este foi o nome do tão esperado evento sobre os players musicais da mundialmente conhecida marca Apple, que domina o mercado dos tocadores portateis.
    O evento que aconteceu na ultima quinta feira, dia 09-09-09 (uma estrategia anunciar um lançamento nesta data não é mesmo? se torna meio marcante), introduziu o que há de mais novo entre os iPods. Vamos a elas...
        A quinta geração dos iPods Nano contam com a tão esperada vídeo câmera capaz de filmar com qualidade VGA, uma tela 2.2 polegadas (a antiga tinha 1.5), rádio FM e com um pedômetro para contar seus passos. A apple divulgou que o tocador se tornou o mais vendido no mundo com cerca de 100 milhões de unidade e vem crescendo cada vez mais.
    O modelo não foi repaginado, porem agora as cores são mais metalizadas que as anteriores.
    Isto também aconteceu com o menor player do mundo, o iPod Shuffle, que agora é comercializado em cinco cores e uma edição especial exclusiva da Apple.com feita em aço polido.
    
O iPod Touch, "o iPod mais divertido de todos", desta vez foi praticamente ignorado pela empresa, pois ao menos recebeu uma câmera ou novo designer (estratégia para balançear as vendas entre os produtos), apenas um aumento em sua capacidade de armazenamento, sendo comercializado agora em uma versão de 64GB além das outras duas de 8GB e 32GB. Anteriormente havia uma versão de 16GB.
     Acredita-se que o iPod Classic, que já teve seus dias de fama, será esquecido totalmente quando o Touch alcançar sua capacidade, pois hoje ele existe apenas em 160GB e não possue nenhuma grande particularidade alem de sua capacidade.
    Percebe-se nitidamente com isto que a empresa não quer entregar ao mercado um player completo, pois como lidera as vendas com unanimidade, não tem preocupações com este tipo de coisa.
    Os produtos já podem ser adquiridos na Apple Store americana e os preços, dos quais citarei abaixo, são válidos apenas para os Estados Unidos, e como óbvio, vão custar mais caro por aqui.

Shuffle: 2GB - U$ 59, 4GB - U$ 79.
Nano: 8GB - U$ 149, 16GB - U$179.
Classic: 160GB - U$ 249.
Touch: 8GB - U$ 199, 32GB - U$ 299, 64GB - U$ 399.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Wave!

    
    Alguns meses para cá eu tive uma febre de coisas brasileiras, senti uma vontade de ouvir grandes cantores e ver os clássicos filmes de diretores como Glauber Rocha... e nessa minha expedição patriota insana da nossa vasta cultura, senti que este cd não podia ficar para trás....
    Wave é o CD lançado pela A & M, composto por Tom Jobim, que a primeira vista já me encantou, pela capa que tem uma expressividade e ao mesmo tempo uma grande simplicidade, uma calmaria de velhos tempos, um ar de nostalgia, que eu não vivi, e que, claro, combina perfeitamente com as musicas apresentadas no disco.
     Composto por 10 faixas, totalizando aproximadamente 30 minutos de audio, Wave, a faixa de abertura que da nome ao cd é considerada hoje uma das consagradas composições de Tom juntamente com outras muitas como Triste (desta mesma obra), Águas de março, Garota de Ipanema, Corcovado, Anos dourados, etc.
    Portanto, sim, recomendo se possível, toda a discografia deste multi-instrumentista carioca responsável juntamente com seus amigos, pelo nascimento do movimento bossa nova brasileiro...

Texto por André Nascimento.
Cover Art Itunes.com

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quentin Tarantino’s top 20 movies since 1992 until today!

           
         1992 foi o ano no qual Quentin Tarantino estreiou no cinema com seu filme Cães de Aluguel (Reservoir Dogs). Pelo fato deste ano ter marcado o inicio de sua carreira como diretor, a pedido do canal Sky Movies, ele divulgou o seu “top 20 movies since 1992” deste o ano de sua estréia até hoje... Porém ele não citou nenhum longa feito após o ano de 2006 e para completar fez questão de reafirmar que dentre as escollhas, seu favorito é Battle Royale.
          Confesso que algumas de suas escolhas como Matrix, Sexta-Feira em Apuros, Velocidade Máxima e outras me deixaram bastante surpreso.
Para tornar mais fácil, eu listei os filmes com os títulos na nossa língua (alguns não possuem tradução para o português), também coloquei os nomes originais, ano em que foram lançados e por quem foram dirigidos. Então vamos a lista:


Audition (Ôdishon) (1999). Takashi Miike.
Battle Royale (Batoru Rowaiaru) (2000). Kinji Fukasaku.
Boogie Nights - Prazer Sem Limites (Boogie Nights) (1997). Paul Thomas Anderson.
Clube da Luta (Fight Club) (1999). David Fincher.
Corpo Fechado (Unbreakable) (2000). M. Night Shyamalan.
Dogville (Dogville) (2003). Lars Von Trier.
Encontros e Desencontros (Lost In Translation) (2003). Sofia Coppola.
Igual a Tudo na Vida (Anything Else) (2003). Woody Allen.
Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed ans Confused) (1993). Richard Linklater.
Matrix (Matrix) (1999). Larry and Andy Wachowski.
Memórias de um Assassino (Memories of a Murder) (2003). Bong Joon-ho.
O Hospedeiro (Gwoemul/The Host) (2006). Bong Joon-ho.
O Informante (The Insider) (1999). Michael Mann.
Sexta-Feira em Apuros (Friday) (1995). F. Gary Gray.
Supercop: A Fúria do Relâmpago (Supercop )(1992). Stanley Tong.
Team America: Detonando o Mundo (Team America: World Police) (2004). Trey Parker.
The Blade - A Lenda (The Blade) (1995). Hark Tsui.
Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) (2004). Edgar Wright.
Velocidade Máxima (Speed) (1994). Jan de Bont.
Zona de Risco (JSA/Joint Security Area) (2000). Chan-wook Park.

          Para você que assim como eu, também é fã oficial do diretor, no link abaixo tem-se a oportunidade de vê-lo falando um pouco mais desta seleção.
http://www.youtube.com/watch?v=Wz4K-Rxx2Bk
Texto: André Nascimento
Arte (Caricatura): Jaime Molina.